O guia definitivo para a Migração de MEI para ME. Se você chegou até aqui, é porque o seu negócio está crescendo, e isso é motivo de comemoração! A Migração de MEI para ME é um marco na vida de qualquer empreendedor. Significa que você rompeu a barreira do faturamento limitado e está pronto para jogar em uma liga maior. Mas, vamos ser honestos: o processo de Migração de MEI para ME pode parecer um bicho de sete cabeças no começo.
Neste artigo, vou te mostrar que, com organização e as informações certas, você consegue fazer essa transição sem dores de cabeça. Vamos entender quando é o momento exato de mudar, quais são as vantagens reais e o passo a passo detalhado para o seu desenquadramento ser um sucesso.
O que é a Migração de MEI para ME?
Para começar, precisamos deixar claro o que muda. O MEI (Microempreendedor Individual) é um regime simplificado criado para formalizar profissionais autônomos. Ele tem um limite de faturamento anual (atualmente R$ 81 mil, mas sempre fique de olho nas atualizações do governo) e permite apenas um funcionário.
Já a ME (Microempresa) é o próximo degrau. Nela, você pode faturar até R$ 360 mil por ano, contratar mais pessoas e até ter sócios. A Migração de MEI para ME é justamente esse processo burocrático e estratégico de sair de um modelo e entrar no outro.
Antes de mergulhar no processo, vale revisar as regras básicas do microempreendedor-individual-mei para ter certeza de que você realmente esgotou as possibilidades desse modelo.
Quando você deve fazer a Migração de MEI para ME?
Existem situações em que você escolhe migrar e situações em que você é obrigado por lei. Vamos ver os cenários mais comuns:
1. Ultrapassou o limite de faturamento
Este é o motivo número um. Se você vendeu mais que os R$ 81 mil anuais (ou o proporcional mensal se abriu a empresa no meio do ano), a Migração de MEI para ME deixa de ser uma opção e passa a ser obrigatória.
- Até 20% acima do limite: Você paga o DAS-MEI até o final do ano e um DAS complementar sobre o excesso. A migração ocorre em janeiro do ano seguinte.
- Mais de 20% acima do limite: O desenquadramento é retroativo ao início do ano (ou da abertura), e você terá que pagar impostos como ME desde então. Cuidado aqui para não levar um susto com a Receita Federal (https://www.gov.br/receitafederal).
2. Necessidade de contratar mais funcionários
O MEI só pode ter um funcionário ganhando o piso da categoria ou um salário mínimo. Se o seu negócio precisa de uma equipe de três, quatro ou dez pessoas, a única saída é a Migração de MEI para ME.
3. Entrada de um sócio
O MEI é sempre individual. Se você encontrou um parceiro de negócios e quer dividir as responsabilidades e lucros formalmente, precisará transformar sua empresa em uma ME e alterar a natureza jurídica.
4. Abertura de uma filial
O MEI não pode ter filiais. Se você quer abrir uma segunda loja ou um novo ponto de atendimento, o desenquadramento é o caminho.
5. Exercer atividades não permitidas
Às vezes, você quer mudar o foco do seu negócio e a nova atividade não consta na lista de ocupações permitidas para o MEI. Para entender melhor os limites desse modelo, confira nosso post sobre as 5 desvantagens de ser mei.
Vantagens de se tornar uma Microempresa (ME)
Muitos empreendedores têm medo da Migração de MEI para ME por causa dos impostos maiores, mas veja o lado positivo:
- Maior credibilidade: Grandes empresas e órgãos públicos muitas vezes preferem contratar MEs em vez de MEIs.
- Acesso a crédito: Bancos como o BNDES (https://www.bndes.gov.br) costumam oferecer linhas de crédito maiores e com taxas melhores para Microempresas em crescimento.
- Sem limites de contratação: Você pode montar uma equipe robusta para escalar suas operações.
- Segurança jurídica: Dependendo do formato escolhido (como a SLU), seu patrimônio pessoal fica mais protegido.
Passo a passo detalhado para a Migração de MEI para ME
Agora vamos à parte prática. Prepare o papel e a caneta (ou o bloco de notas do celular) para seguir este roteiro de Migração de MEI para ME:
Passo 1: Solicitar o Desenquadramento no Portal do Empreendedor
O primeiro passo da Migração de MEI para ME é avisar o governo. Você deve acessar o Portal do Empreendedor (https://www.gov.br/empresas-e-negocios/pt-br/empreendedor) e solicitar o desenquadramento do SIMEI.
Nesse momento, você indicará o motivo (excesso de faturamento, opção própria, etc.). Se for por opção, a mudança geralmente passa a valer a partir de 1º de janeiro do ano seguinte. Se for por desenquadramento obrigatório imediato, as regras de prazo mudam conforme o motivo.
Passo 2: Registro na Junta Comercial
Após o desenquadramento no portal, sua empresa ainda está no “limbo”. Você precisa formalizar a alteração na Junta Comercial do seu estado. Aqui, você vai precisar de um Contrato Social ou um Requerimento de Empresário, dependendo se terá sócios ou não.
Nesta etapa da Migração de MEI para ME, você também pode aproveitar para mudar o nome da empresa ou o endereço, se necessário. Se você está expandindo, talvez queira saber como-abrir-uma-empresa-sozinho no novo formato de Microempresa (Sociedade Limitada Unipessoal).
Passo 3: Atualização na Prefeitura e órgãos estaduais
Com os documentos da Junta Comercial em mãos, é hora de atualizar seu cadastro na Prefeitura da sua cidade para obter o novo alvará de funcionamento e as permissões de emissão de nota fiscal de serviço (se for o caso). Se você vende produtos físicos, também precisará atualizar sua Inscrição Estadual na Secretaria da Fazenda do seu estado.
Passo 4: Escolha do Regime Tributário
Na Migração de MEI para ME, você deixa de pagar aquele valor fixo mensal do DAS-MEI. Agora, seus impostos serão calculados sobre o faturamento. As opções mais comuns são:
- Simples Nacional: É o favorito da maioria. Você paga uma guia única (DAS) com alíquotas que começam em 4% para comércio e 6% para serviços.
- Lucro Presumido: Pode ser vantajoso se a sua margem de lucro for muito alta ou se você tiver poucos custos operacionais.
Passo 5: Contratação de um Contador
Este não é apenas um conselho, é uma obrigação legal. Diferente do MEI, a ME é obrigada por lei a ter a escrituração contábil assinada por um profissional habilitado. O contador será seu braço direito na Migração de MEI para ME, cuidando da folha de pagamento, balancetes e obrigações fiscais.
Quanto custa fazer a Migração de MEI para ME?
Muitos empreendedores travam na hora da Migração de MEI para ME por causa dos custos iniciais. Vamos colocar os valores aproximados na mesa:
- Taxas da Junta Comercial: Variam de estado para estado, mas costumam ficar entre R$ 100 e R$ 400.
- Certificado Digital: Imprescindível para assinar documentos e emitir notas como ME. Custa em torno de R$ 150 a R$ 300 por ano.
- Honorários do Contador: Pelo processo de transição, o contador pode cobrar um valor único (taxa de abertura/migração). No dia a dia, a mensalidade varia conforme a complexidade do negócio.
- Impostos: Prepare o caixa para pagar as alíquotas do Simples Nacional todo dia 20.
Erros comuns na Migração de MEI para ME (e como evitá-los)
Para que sua Migração de MEI para ME seja tranquila, evite cair nestas armadilhas:
Não planejar o fluxo de caixa
Como ME, você terá custos fixos que não tinha antes (contador, certificado digital, taxas anuais maiores). Antes de migrar, certifique-se de que seu faturamento suporta esses novos gastos sem comprometer o lucro.
Esquecer o Certificado Digital
Sem ele, você não consegue emitir notas fiscais e nem cumprir as obrigações com a Receita Federal. Faça o seu logo no início do processo.
Ignorar os prazos de desenquadramento
Se você ultrapassou o limite em julho e só avisar em dezembro, pode ter que pagar multas e juros retroativos. A Migração de MEI para ME exige vigilância constante sobre os números do negócio.
Tentar fazer tudo sozinho
A burocracia brasileira é complexa. Tentar economizar não contratando um contador no início da Migração de MEI para ME pode gerar erros no CNPJ que custarão muito caro no futuro.
Conclusão
A Migração de MEI para ME é o sinal claro de que você deixou de ser um “bico” ou um profissional solitário para se tornar um empresário de fato. Embora envolva mais burocracia e impostos, ela abre portas que o MEI jamais abriria.
Lembre-se: o segredo do sucesso na Microempresa não é apenas vender mais, mas sim ter uma gestão financeira impecável. Use este guia como seu mapa e conte sempre com o apoio de um bom contador para trilhar esse novo caminho.
Se você ainda tem dúvidas sobre como gerir seu novo formato de negócio, continue navegando em nosso portal. Estamos aqui para ajudar sua jornada empreendedora a ser cada vez mais lucrativa!








